A TRAJETÓRIA DE UM COMPLACENTE
Cap. 1
Samara: o início de tudo
Seu nome era Samara
e havia acabado o namoro com um amigo muito próximo há poucos dias. Ela passou
a flertar comigo de uma maneira que eu mesmo duvidava ser verdade e com certeza
não correspondia como ela esperava. Embora tivéssemos a mesma idade, ela parecia
anos luz à minha frente nesse tema.
Minha timidez
pareceu apenas motivá-la ainda mais. Estávamos chegando da escola em uma tarde
de verão. Era uma quarta-feira e fazia um calor terrível, não somente pela
estação do ano, mas também por tudo o que Samara despertava. Não apenas em mim,
mas em quase todos os garotos e homens da rua em que morávamos. Ela era uma
espécie de frenesi coletivo. Sobre mim, particularmente, exercia um enorme
magnetismo com a visão diária das mechas loiras se acomodando em suas ancas
volumosas; de suas calças jeans justas ou minissaias escandalosas de curtas;
suas meias-arrastão rasgadas revelando partes insinuantes de suas coxas brancas
e grossas.
Ela me cumprimentou
na entrada do prédio que eu morava e se aproximou o máximo que pôde sem me dar
tempo de reação. Tascou-me um beijo de um jeito que eu jamais havia dado. Senti
como se meus pés já não tocassem o chão e logo mais estávamos em minha casa.
Minha mãe e minha irmã ainda não haviam chegado naquela hora e o terreno estava
livre por pelo menos uma hora.
Tiramos a roupa com uma velocidade que eu não
saberia calcular e logo ela me induziu para dentro de sua buceta quente,
apertada e aconchegante. Foi uma sensação indescritível. Eu inaugurava a
liberdade e a volúpia da minha vida. Ainda assim, todo sentido atribuído a
essas palavras me pareceu gasto naquele momento. Samara, quase divina, estava
ali nua, entregue, a mais bela entre as mulheres que eu podia supor... Enfim,
entrei na terra prometida e a inundei com meu gozo. E preciso dizer que isso
foi quase que instantaneamente, em pouquíssimos segundos depois de penetrá-la.
Por um instante o paraíso pareceu breve demais, mas tão logo percebi que não acabaria ali, tão rápido. Meu pau continuou duro como uma rocha, sequer tirei-o de dentro de Samara e continuei metendo e metendo, tamanha era o meu tesão misturado a uma dose cavalar de nervosismo, associado a um enorme receio de acabar fracassando em meu desempenho como homem.
Ela foi minha primeira experiência. Estava com as suas pernas grossas e macias ali, abertas para mim, que nunca havia visto aquela beleza toda ao vivo e em cores. Ela, no entanto, já havia se entregado para ao menos três amigos meus, que moravam ali no bairro. Além disso, já havia tido um namorado noutro bairro em que ela havia morado. Foi este último, inclusive, que lhe tirou a virgindade e que ela, por um longo tempo, pareceu que jamais iria esquecê-lo.
Era eu quem a
penetrava, mas eu não conseguia conduzir a cena. Seus olhos apertados e
decididos destinavam os meus olhares. Suas mãos delicadas e firmes guiavam as
minhas para deslizar por sua pele macia e branca. Seus sussurros assertivos me
ordenavam como, quando e o quanto mexer. Resumindo, ela guiava toda a cena e
sem dúvida foi ela que me comeu com toda a experiência que eu estava muito
longe de ter.
Samara era
radiante, ao passo que transmitia um misto de melancolia e uma súplica nunca
atendida em seu olhar. De longe, era comunicativa, alegre e sorridente, mas de
perto, no aconchego do dia a dia, muitas vezes destilava uma tristeza que
éramos incapazes de adivinhar a origem. Contudo, sempre que tomada por esse
sentimento, encarregava-se de transformá-lo em lascívia, para o benefício dela,
invariavelmente.
Cobiçada e livre,
ganhou fama de “galinha” por possuir quem quis (e da forma como quis), em nossa
rua. Quando ficamos a primeira vez ela já era, digamos, no jargão juvenil que
eu frequentava na época, muito rodada. Mas a verdade é que eu não ligava a mínima
para isso, pelo contrário, isso me excitava ainda mais, embora alguns amigos
achassem que namorá-la fosse o mesmo que encomendar um par de chifres a
curtíssimo prazo.
Eu não pensava em
nada disso, apenas aspirava secretamente pela chance de tê-la em minha cama,
coisa que eu achava muito difícil, senão impossível. E no entanto, ela estava
ali inteiramente entregue em meu quarto. Até então entendia, talvez
equivocadamente, que ela era areia demais para o meu tímido caminhãozinho.
Minhas medidas, se bem me entendem, não me ajudavam a nutrir a confiança
necessária para possuí-la algum dia, e no entanto era exatamente isso que
estava acontecendo.
Ela havia
simplesmente me escolhido. Abordou-me como uma cliente que aponta um vestido em
uma vitrine dizendo para a vendedora: ‘quero experimentar esse aqui’.
Encantou-se por mim, confessou-me entre risos, e quis me beijar. Disse assim
mesmo, sem protocolos e só me restou atender à sua solicitação, quase uma
ordem: decidida e certa de sua conquista.
- O ex-namorado
dela passou a ir ao nosso bairro algumas vezes com o pretexto de visitar um
primo. Mas eu desconfiava que era para encontrá-la. Até que me certifiquei.
Certa vez, cheguei da escola e eles estavam conversando num bar próximo a nossa
casa. Vi aquilo com muita revolta e tristeza, mas não esbocei nenhuma reação
capaz de interromper o que eu via. Ela me viu passar, mas continuou com ele
como se eu não estivesse passado por ali...
Mais tarde, nos
encontramos e brigamos feio. Disse-me que, se eu quisesse, poderia terminar com
ela, mas que não ia deixar de falar com ele somente porque eu queria assim.
Recolhi meu autoritarismo de imediato pois, como não queria perdê-la de jeito
nenhum, acabei aceitando os seus termos. Sem dúvida, naquele exato momento, eu
havia acabado de cruzar a primeira fronteira em direção ao meu destino
inexorável.
E sobre este
assunto ela foi explícita comigo uma vez, pouco depois de começarmos o namoro.
Encontrava-nos em um banco próximo a uma quadra de futebol e o sol já dava seus
últimos sinais. Conversávamos distraidamente, imediatamente após termos
transado na escada do prédio em que eu morava, e ela pegou em meu membro já flácido
e falou, entre risinhos: ‘caramba, como ele é pequenininho, assim quando tá
molinho, né? Fica ainda menor do que quando está duro’. Ela não exagerava.
Quando ela falou
aquilo eu fiquei muito deslocado com a situação, mas, estranhamente, percebi
que também fiquei muito excitado. Um calor abrasador me tomou e pude sentir o
meu pau duro como uma pedra. Aquela fala foi um divisor de águas na minha
sexualidade. Dali em diante, meu tesão, já saliente por conta da adolescência,
foi turbinado pela angústia em ouvir que meu pinto era pequeno. Fora o desafio
de provar que eu era capaz de dar a ela prazer com minha penetração, a despeito
de meu pouco provimento.
A situação, refleti
em seguida, embora aparentemente humilhante aos olhos da maioria dos homens,
repercutiu em mim de uma maneira absolutamente excitante. Certamente, a própria
humilhação carregava o componente da excitação, conforme viria a descobrir conscientemente
mais tarde, anos mais tarde. Dessa primeira trepada ‘pós-humilhação peniana’,
seguiu-se mais uma, já em minha casa, quero dizer, na casa de minha família, e
depois mais outra na casa dela, assim que seus pais saíram para a missa. Minha
excitação passou a atingir picos inimagináveis a partir daquela fala espontânea
e inesperada. E ainda hoje sou capaz de me lembrar com total nitidez daquela
cena.
Até então, com toda a minha sexualidade aprendida nas páginas de revistas masculinas, eu jamais havia imaginado que alguma mulher que não fossem as atrizes dos filmes pornôs se excitasse daquela forma, tampouco poderia imaginar que aquela prática pudesse também despertar tanto prazer em mim. Eu adorava satisfazê-la, esse era o meu foco. Em poucos meses, passei a viver tantas novidades com Samara, que não tardou para tornar-me seu dependente sexual.
Eu fazia o que ela queria, embora
nada lhe parecesse suficiente, ao menos era como eu interpretava a nossa
situação na época.
Corno da Fernanda
ResponderExcluirEu amo, qdo percebo que a Nanda me domina de maneira sutil. Nem precisa gritar. Só o olhar deixa claro que é ELA quem decide as coisas.
As que dominam por vocação, fazem isso espontaneamente, não é mesmo?
ExcluirDepois que a verdade é exposta no relacionamento, e elas se livram da pressão de ser uma mulher tradicional, sim
ExcluirBoa tarde. Tem a continuação?
ResponderExcluirCom certeza, sim. Por enquanto já temos mais 5 posts da trajetória do manso na fila de postagens do Blog
ExcluirFica de olho que em breve estaremos compartilhando a sequencia deste delicioso relato de iniciação
Obrigado, estou no aguardo então. Por enquanto, tá moreninho, né?
ExcluirNão entendi...O que vc quis dizer com "Tá moreninho"?
ExcluirDesculpe, não percebi o erro de digitação. Quis dizer que até aqui está "morninho" o relato.
ExcluirCompreendo. Agardecemos
ExcluirEste relato está muito bem escrito. O leitor pode perceber e sentir o tesão invadindo e tomando conta do amigo “complacente”
ResponderExcluirBom saber. Isso confirma a enorme divergencia de pontos de vistas dos nossos leitores. Hoje vc considera o relato como excitante, já outro leitor, dias atrás, o considerou apenas "morninho". Por isso que devemos ser sempre "complacentes" com as críticas que recebemos.
ExcluirSigamos em frente
Abraços de corno em todos
Obrigado pelas palavras, amigo Anônimo. A intenção é expressar por meio da escrita o mais próximo possível do que senti no corpo. Que bom que esteja chegando em você. Abraço, Rocco.
ExcluirMeu caro editor, a divergência é sempre bem vinda, não é mesmo? Seu blog já é ele mesmo uma dissidência, uma prova de que somos adeptos do dissenso, rs. Um abraço, Rocco.
ExcluirConcordo em gênero, numero e grau. A divergência nos exige a diligência. Por elas é que evoluimos da era das cavernas à este chat.
ExcluirNO entanto devo fazer uma única correção no seu comentário: O nosso Blog Meus Chifres não é uma dissidência. Ele emerge da necessidade de dar vazão à vontade que eu tinha de gritar para o mundo o quanto sou corno e como isso me faz feliz. Nao houve dissidência em relaçao a nenhum outro espaço .
Abraços de corno
Compreendo e acho que talvez não tenha sido mesmo a melhor palavra. Usei o termo no sentido de que o blog expressa uma recusa a uma única norma, uma única forma vigente de se viver a sexualidade. Mas compreendi seu ponto, amigo. Abraço, Rocco.
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