#444 - Um guia sobre a chifropausa - Parte 1 (Dica)

Caros amigos de chifres, 

engana-se quem pensa que na vida de um homem que vive o fetiche cuckold, basta tomar coragem e se assumir como corno para que se abram as portas da felicidade eterna. 

Maior que a angústia de desejar e não ter coragem de se assumir corno, ou não conseguir destravar a esposa para a vida liberal, é a dor de quem já tendo conseguido alcançar essas duas vitórias, cai diante do maior e mais temido fantasma que assombra o marido corno manso, a chifropausa.

Mal que não se deseja ao maior desafeto, a chifropausa é um dos motivos mais recorrentes entre as mensagens que recebo dos leitores dos nosso Blog Meus Chifres, desesperados pela suspensão, sem prazo para retorno, das atividades sexuais da sua esposa com terceiros.

Assim, a fim de oferecer à nossa comunidade um pequeno guia inicial sobre esse momento tão difícil na vida de um corno, o post de hoje do nosso Blog Meus Chifres,  retomando o alerta dado no post #87, inicia uma série de três postagens dedicada à esmiuçar este temido conceito discorrendo sobre a origem do termo, fatores deflagradores, características, efeitos sobre o casal, dicas para superar e efeitos pós chifropausa para o casal, a fim de oferecer uma direção, ainda que propedêutica, para enfrentar o problema, conforme veremos a seguir.

1. Do conceito de chifropausa

Conforme dito no post #394 a chifropausa é aquele período em que as nossas esposas suspendem as suas relações intimas com seus namorados e/ou amantes por uma série de motivos, conforme veremos a seguir, quando entramos no tópico 4 sobre os fatores deflagradores.

É importante destacar que o termo indica uma pausa nos chifres, ou seja, é um período de tempo que será encerrado, diferentemente do que ocorre quando a mulher decide não mais participar do fetiche liberal, o abandono do fetiche. 

Porém, por mais que o corno que vive uma chifropausa tenha a esperança de em algum momento voltar à ativa recebendo chifres, ele deve ter em mente que mesmo estando diante de uma situação temporária, ele sempre correrá o risco de ver a sua esposa desistir definitivamente do fetiche, a depender de uma soma de fatores relacionados à motivação da chifropausa, associada, principalmente, à falta de atitude do corno que abre mão da sua obrigação de restabelecer o fluxo normal da vida de um casal cuckold & hotwife.

Neste sentido, nunca será demais reforçar a mensagem deixada no post #87"arregace as mangas e inicie a batalha para eliminar o mal logo pela raiz".  Isso porque, independente do fator que dê origem à chifropausa, cabe ao marido corno agir com diligência a fim de afastar o risco dela evoluir para uma saída definitiva do mundo liberal, voltando a viver uma vida monogâmica.

2. Da origem do termo

Embora seja um termo recorrente no nosso Blog, dado o seu altíssimo nível de importância para o casal cuckold X hotwife, o termo chifropausa não é criação nossa.

Mesmo que já venha sendo utilizado neste blog, desde o post #06 em abril de 2018, ainda no primeiro mês de atividades, por justiça com aquele que teve a brilhante ideia de criar o neologismo, devo deixar registrado que o uso deste termo no nosso ambiente, se dá em razão de tê-lo conhecido em outro site relacionado ao fetiche que infelizmente não consigo identificar para poder fazer a devida referência.

De toda forma, continuo em busca da identificação do site no qual li essa referência pela primeira vez e tão logo seja possível identificá-lo, atualizarei esse post, fazendo a devida referência ao criador do termo que tão bem exprime este incômodo momento a que estamos sujeitos. O leitor do blog pode ficar à vontade para indicar nos comentários ou no e-mail cornomanso741@gmail.com o endereço de qualquer postagem que venha a encontrar na rede mundial de computadores, publicadas anteriormente à data de 22/04/2018, data em que pela primeira vez o termo foi utilizado no nosso Blog, para que possamos investigar e afirmar a autoria do termo

3. Das características

Neologismos à parte, cumpre-nos nesta análise reflexiva a obrigação de descrever aquilo que todos nós desejamos nunca conhecer de perto, mas devemos ter em mente que, conhecendo as características, e agindo diligentemente logo no início da incômoda pausa, podemos alcançar os melhores resultados, revertendo a situação antes ainda de causar síndromes de abstinências conforme veremos mais adiante.

3.1 - O ciclo de cada chifre novo

Conforme dito na definição a chifropausa é uma suspensão nos chifres, ou seja, o seu primeiro sintoma é justamente aquele que confirma a instalação do mal ou o desaparecimento da vontade das nossas esposas acolher os pênis alheios em seus deliciosos corpos.

O corno que cumpre o seu papel, deve se manter diligente, contando dias, horas, minutos entre um chifre e outro observando na dinâmica da libido da sua esposa, qual o prazo médio de abstinência que ela costuma  adotar entre um encontro e outro com o seu amante ou seus amantes. Observe que só ai, já surge uma obrigação extremamente delicada e ao mesmo tempo complexa para o marido corno manso que é entender o ciclo da libido da sua esposa e metrificar esses espaços de tempo que são determinados por ela.

Cada marido deve observar de quanto em quanto tempo ela procura ou aceita alguma proposta do amante. Nos casos em que não há um fixo, ou mesmo quando além do fixo ela gosta de ter mais opções, devemos observar a frequência com que ela resolve caçar um novo pênis para a sua vagina. Assim é possível estabelecer o ciclo de chifres da sua hotwife. 

Obviamente, cada esposa é um organismo diferente e por esse motivo não há como determinar tal ciclo assim como é possível mensurar o próximo ciclo menstrual dadas algumas variáveis culturais como a qualidade dos comedores da sua região, a quantidade de comedores disponíveis, as condições internas da relação do casal, finanças, filhos, trabalho, religião, etc. etc., etc....

Considerando um cenário perfeito, no qual não haja nenhuma das interferências sócio culturais descritas acima, o manso deve observar e registrar de quanto em quanto tempo ela fala em te chifrar, ou ela resolve que quer caçar ou ver o amante fixo. Estabelecido esse ciclo, o corno passará então a ter controle sobre o primeiro sintoma da instalação da chifropausa na esposa que é a dilação do prazo entre chifres.

Se o hábito dela é ter dois encontros por semana com o amante, o corno deve observar e agir caso perceba que nas últimas semanas a esposa e o amante só vem se encontrando uma única vez, por exemplo, ou em prazos superiores a sete dias. A perda do interesse dela em ter relações com o amante fixo, pode ser o indício de uma perda do interesse de chifrar o marido manso e dai pra suspender por completo os encontros com o amante, é um pulo.

O mesmo se aplica nos casos em que, não havendo um amante fixo, a hotwife tem o hábito de sair para paquerar, caçar novos amantes eventuais. Se sua esposa costuma sair toda semana, ou uma vez por mês com tal intenção, você deve ativar o estado de alerta tão logo perceba qualquer aumento para além desse período habitual de dias sem cumprir a sua função de hotwife para o casal e agir com algumas das diligências sugeridas no tópico 6, a seguir.

Não vacile, qualquer variação para mais no prazo, deve ser compreendida como um sinal amarelo para a presença da chifropausa. Não espere o mal se instalar e atue, afinal sem seus chifres,  um homem corno não é nada nessa vida.

        3.2 - Atenção à vida à dois

Outro tipo de característica do prenúncio ou da instalação definitiva de uma chifropausa percebe-se quando ela te cobra ou demonstra necessidade de ter uma convivência mais íntima contigo. Nesses casos, recomendo ao corno fazer o uso de todos os recursos à mão e todos os demais possíveis , no fortalecimento da relação do casal que deve ter alguma fissura ou ponto de desequilíbrio causados pelos ruídos habituais que afetam a vida a dois tais como finanças da família, problemas com filhos (escola, comportamento, saúde, etc.). 

Conforme dissemos no post #94, momentos de crises de um casal não devem ser resolvidos com a presença de um terceiro na cama. Se o casal não está no melhor momento, ele deve primeiro ser fortalecido para depois ser preenchido. E nesse aspecto, elas sempre são muito mais cuidadosas que nós, estando sempre atentas à necessidade de fortalecer o relacionamento naqueles momentos em que estão meio distanciados. 

       3.3 - Prevalência de problemas externos

Em configurações normais de existência, nenhum casal está à salvo de sofrer impactos de problemas corriqueiros. Problemas advindos de contas esquecidas ou em atraso, problemas gerados por comportamentos de filhos, conflitos de família ou de trabalho, etc. de alguma maneira, em algum momento, poderão impactar na libido da sua esposa, deixando-a sem apetite para o sexo por alguns dias. Isso é normal, afinal quando estamos diante de situações que nos causa estresse, a mente se organiza de modo a focar na resolução da pendência, evitando, portanto as distrações que nos causam prazer e, por isso mesmo, perda de foco para solução da querela. 

Assim, não há riscos para a saúde dos chifres de um corno dependente se a hotwife abrir mão do encontro com o amantes fixo, ou da caçada de um novo macho alfa, quando a evasiva acontecer no decorrer do prazo normal para a resolução de algum conflito externo à vida sexual do casal. O que o corno não pode deixar passar em branco é a observação quanto à duração do prazo que o conflito está interferindo na vida do casal tendo em vista a identificação e a atuação diligente para auxiliar a esposa na resolução das questões que interferem na sexualidade dela.

Neste sentido, se o corno perceber que a esposa está se dedicando demais à resolução de problemas externos ao casal é necessário agir, apoiando a esposa direta ou indiretamente na resolução do conflito ou fortalecendo a estima dela a fim de que o conflito mais longo não transite para a autoestima da hotwife e ponha toda uma atividade sexual livre à perder.

Observe que muitas vezes, um problema que seja resolvido no plano externo pode reverberar internamente na mente dela, gerando um impedimento para a manifestação da libido. Por isso, cabe ao corno diligente ficar de olho na autoestima dela à cada conflito pessoal que ela enfrente. Às vezes, a resolução externa pode ser possível após ela internalizar algo que lhe acarrete uma mácula na estima e que, com certeza, irá atacar a sua libido de forma drástica e até definitiva, num pior cenário possível.

3.4 - "Mens sana in corpore sano"

Não é novidade para ninguém que não existe ser vivo no planeta mais competitivo que as mulheres. Diz  ditado popular que "mulher se veste para a outra. Para o homem, ela tira a roupa", aludindo à uma silenciosa batalha que elas travam entre si, sendo os seus corpos, as armas utilizadas para o combate. 

Para piorar ainda mais a situação, a facilidade com que se compartilham fotos e vídeos de mulheres turbinadas em grupos de troca de mensagens e sites de exposição de fotos e vídeos, faz com que elas se sintam pressionadas pela competição com as musas de clínica de cirurgia plástica, sentindo-se inferiorizadas por exibirem seus deliciosos e excitantes corpos naturais.

Observe e atue sempre que perceber que ela contempla essas fotos ou vídeos de mulheres plastificadas, com corpos esculpidos à base do bisturi e do silicone. Esteja atento ao nível de comentários, interpretando cada palavra, cada sinal que ela emita, a fim de observar se essas imagens lhe causam algum impacto negativo na estima. 

Mantenha-se diligente naquilo que for possível para a manutenção de um corpo saudável, estimulando a sua hotwife a praticar exercícios físicos regularmente, alimentar-se de forma mais saudável e, obviamente, utilizando aquelas roupas que valorizam os seus atributos a fim de que a relação dela com o próprio corpo esteja a salvo de comparações e idealizações que além de fugir da realidade, tendem a levar a pessoa ao adoecimento da mente o que é a porta de entrada das mais longas e intermináveis chifropausas. 

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Não perca os próximos da série "Chifropausa", no  post do Blog Meus Chifres e fique por dentro dos Fatores deflagradores da chifropausa, dos efeitos colaterais que a chifropausa pode gerar na vida do casal e saiba como enfrentar esse mal.

Comentários

  1. Caramba! Que post extraordinário!
    Pela primeira vez estou vendo em um site liberal abordando sobre um tema que foi exatamente o que destruiu meu casamento, a minha incapacidade de ter a percepção necessária para lidar com está questão

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  2. Caro William,

    Primeiro, devo agradecer por ser um dos quase 1.100.000 leitores do nosso Blog Meus Chifres. A sua interação é o grande estímulo para a continuidade do nosso trabalho.

    Depois, fico feliz por saber que você gostou do conteúdo do nosso blog, mas ao mesmo tempo, fico muito sentido por saber que você sofreu a maior consequência do pior de todos os males que um corno pode experimentar na vida. Uma pena não ter tido tempo para ler esse post ou para dialogar conosco a respeito da sua relação. Muitos dos amigos leitores conseguiram dar uma guinada nas suas experiências com suas esposas a partir da interação conosco, adquirindo experiências e dialogando sobre os caminhos que se abriam à medida em que as situações iam se sucedendo.

    Nesse sentido, gostaria de te fazer dois convites: O primeiro é o de continuar acompanhando o nosso Blog pois os próximos dois posts continuarão abordando o problema da chifropausa, e seu olhar experiente será de extrema importância caso se reconheça no que vamos abordar. Já o segundo convite é para compartilhar sua experiência no nosso blog, pois mesmo não sendo uma experiência cujo final seja como todos desejam, ela tem um imenso valor pedagógico pois pode nos ensinar a driblar situações que possam levar à dissolução do casal liberal.

    E ai, topa? Caso seja possível, entra em contato comigo no e-mail cornomanso741@gmail.com que eu vou te dando as diretrizes para a construção do relato.

    Aguardo ansiosamente a sua resposta.

    Abraços de corno,

    Carlos

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    1. Obrigado de coração pelas suas palavras assim que eu tiver um tempinho terei o imenso prazer de compartilhar minhas experiências é que a vida tá meio corrida no momento kkkk

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    2. Combinado. Aguardaremos ansiosamente por uma brecha na sua agenda.
      Abraços de corno

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  3. Paulo Marcos21/11/2024, 17:44

    Vivi uma situação inversa. Por várias razões, QUASE desisti de ser corno, ainda bem que já superei essa situação.

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    1. Como assim, Paulo? Por quais motivos você pensou em desistir de ser corno?

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    2. Caro editor dos Meus Chifres: meu marido me mostrou essa postagem e ficou envergonhado de responder. Pediu-me que respondesse por ele. Ele desistiu de ser corno por um tempo, porque me confessou que se sentia muito humilhado por mim e meus eventuais comedores, porque via como eu me divertia e gozava nos paus deles, muito maiores e grossos do que o dele (que mede apenas cerca de 12cm), e que nós (eu e os comedores) ficávamos rindo e sacaneando ele por causa do tamanho do seu pênis, e dizendo que mais parecia um grelo do que uma pica. Confesso que fiquei arrependida dessa gozação, porque ele desistiu de ser corno participativo, ou seja, me proibiu de transar com que quisesse, exercendo estreita vigilância e ameaçando contar tudo para minha família. Assim, com muito tato, expliquei a ele que o pau dele me satisfazia também, e que não tinha graça transar com outros homens sem a participação dele. Depois de algum tempo, ele se convenceu, venceu sua insegurança e voltamos às boas. Hoje ele aceita bem todas as gozações, e até incentiva que eu e os meus amantes o humilhemos bastante. Acho que agora ele virou um cuckold de fato. Obrigada pela atenção, e parabéns pelo Blog, que é maravilhoso!

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  4. Parabéns pelo Blog. Ótima abordagem do tema. Tive poucas experiências reais como corno, mas meu desejo ainda é enorme. Tivemos algumas experiências no menage masculino e teve uma vez que me chifrou e depois me contou do chifre como se estivesse arrependida. No menage tambem não se soltou. Ainda travada. Mas ultimamente nao tem se interessado em nada relacionado ao tema. Então não sei se posso me considerar na chifropausa.

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  5. Finalmente tive a oportunidade de ler o conteúdo sobre algo que me afetou bastante no final do ano passado. Já tinha experimentado a perda da libido quando terminei com um amigo de trabalho. E recentemente acabei me distanciando de um segundo com quem saí por mais de um ano. Passei o meu segundo semestre do ano passado sem libido... É complicado, como meu marodo é mente fechada e não se permite dividir esses prazeres a dois..acho que quando termino com algum "comedor" de longa data eu sofro muito pois acabo passando por toda essa tempestade hormonal e pesocológica sozinha. Da primeira vez senti a falta de libido por 1 ou 2 meses apenas...mas desta vez foi por mais tempo...durou quase 5 meses e eu mesma fiquei bem assustada. As vezes recebia convites para sair...e eu juro que tentava...inventava desculpas em casa ou saía mais cedo do trabalho para meu marido não desconfiar...mas o sexo não me fazia gozar...e mesmo quando fazia o orgasmo vinha mais fraco. As vezes o comedor sabia muito bem o que estava fazendo mas é como se meu corpo estivesse ali mas minha mente estivesse longe e não sabia bem explicar. Então fui parando de sair...aos poucos. A minha situação só melhorou quando fui numa psicóloga e me abri com ela... Eaos poucos meus interesses ressurgiram...comecei a sair novamente...sempre dentro do possível para evitar problemas em casa com meu marido. Aos poucos meu prazer voltou...graças adeus! Obrigada pela série de posts sobre o assunto. Esse blog é maravilhoso!

    Bjoss

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